Une partie de moi

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Une partie de moi

Part quand tu pars.

Une partie meurt,

L’autre s’inquiète

Et pleure.

La moitié de moi

Ne veut plus exister

Quand elle te voit partir

E l’autre moitié renaît

Quand elle voit ton visage,

Quand elle te voit revenir.

Je suis en ces instants

Des millions d’étoiles

Entières et passionnées,

Je suis des doux paysages

Je suis des villes illuminées

Je suis femme complète!

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http://www.leticiathompson.net/une_partie_de_moi.htm

 

 

 

Soneto de Fidelidade

2
De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Vinícius de Moraes

El Profeta, de Yibrán Jalil Yibrán

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El Amor
El amor no da nada sino sí mismo y no toma nada sino de sí mismo.
El amor no posee, tampoco es poseído;
Porque el amor basta al amor.
Cuando tienes el amor no debes decir que «Dios está en mi corazón» sino mejor, «yo estoy en el corazón de Dios».

Y no pienses que puedes dirigir el rumbo del amor, porque el amor, si te cree digno, dirige tu rumbo.
El amor no tiene ningún deseo sino realizarse.
Pero si amas y tienes que tener deseos, que estos sean tus deseos:
Derretirse y ser como un arroyo corriente que le canta su melodía a la noche.
Saber el dolor de demasiada ternura.
Ser herido por su propio entendimiento del amor;
Y sangrar de buena gana y alegremente.
Despertar al alba con un corazón alado y dar las gracias por otro día de amar;
Descansar al mediodía y meditar sobre el éxtasis del amor;
Volver a casa por la tarde con agradecimiento;
Y entonces dormir con un rezo para el amado en tu corazón y una canción de alabanza en los labios.

Jules Morot – Poesia Francesa Contemporânea

Mozart

MOZART

 

 

 

 

 

 

Leem-se os gregos

 

suecos, alemães

 

ou a doce língua

 

de não sei quantos

 

de não sei que imóvel pedaço de página

 

claves de sol

 

talvez o latim o alano o islandês

 

e é sempre a mesma música

 

sempre como um veio numa flor grossa obscena

 

Diz um   um alfinete   diz outro

 

um parafuso

 

pois sim

 

uma fina difusa coisinha semimorta

 

semi-deitada

 

semi-cerrada

 

uma inteligente coisa muda

 

maior que um tiro na orelha

 

pois não

 

uma espécie de porta

 

de dor discreta.

 

 

Meu bom senhor

 

olhai

 

nos prados nas tabernas

 

nos ermitérios

 

nos armários

 

um rasto de cão

 

 

Nos óculos do primeiro violino

 

tudo desaparece.

 

 

Tendes vós sono, desejo

 

de novas estações? Tendes florins?

 

Tendes, acaso, em dias

 

já passados

 

mãos musicais, sinais

 

de outras mortes?

 

 

 

 

 

in “Le mardi-gras” (Honfleur – 2003/8)

 

Trad. Nicolau Saião
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Cora Coralina

Mãe

Renovadora e reveladora do mundo
A humanidade se renova no teu ventre.
Cria teus filhos,
não os entregues à creche.
Creche é fria, impessoal.
Nunca será um lar
para teu filho.
Ele, pequenino, precisa de ti.
Não o desligues da tua força maternal.

Que pretendes, mulher?
Independência, igualdade de condições…
Empregos fora do lar?
És superior àqueles
que procuras imitar.
Tens o dom divino
de ser mãe
Em ti está presente a humanidade.

Mulher, não te deixes castrar.
Serás um animal somente de prazer
e às vezes nem mais isso.
Frígida, bloqueada, teu orgulho te faz calar.
Tumultuada, fingindo ser o que não és.
Roendo o teu osso negro da amargura.