Roma.


Jardim (detalhe). Casa de Lívia em Porta Prima, Roma. Pintura parietal. Começo do século I d.C.

Belerofonte com Pégaso (detalhe). Século I d.C. Pompéia, Antiquário


Cena Teatral cõmica. Azulejo. Século I d.C. Pompéia, Casa na região I, 6, 11

 Roma

A pintura romana é a ultima a aparecer na história do mundo antigo. Mas  antes de tudo devemos advertir que da pintura romana pouco nos chegou, se bem que bastante mais que grega, sobretudo, das escavações de Herculano e Pompéia. No entanto ainda se encontram pinturas romanas em diversos sítios. O que é rico, porém, é a documentação que nos ficou da arte do mosaico, que justamente se costuma emparelhar, senão inserir na pintura, na medida em que lhe servem de base a cor e o desenho. Afora no solo italiano- e é recente o achado dos mosaicos de Piazza Armerina.

Venus nadante. Pintura parietal. Século I d.C. Pompéia, Casa de Venus.


Dario na batalha de Isso. Detalhe do mosaico de pavimento de Alexandre Magno. Século II a.C. Da Casa do Fauno em Pompéia. Nápoles, Museu Arqueológico Natural. Altura cerca de 3 metros.

A pintura romana, denota, após algumas expressões de um espírito mais ilustrativo que artístico, profunda sujeição ante a arte grega, que procura imitar nos temas e na técnica. A mais parte das pinturas de Herculano e Pompéia. Os romanos buscam pinturas gregas, como estátuas, camafeus, bronzes, peças de ourivesaria da Grécia. A  pintura, como a escultura quando se liberta do excesso de sujeição á arte grega que a torna afinal artificiosa e amaneirada, demasiado bela, bela de maneira glacial, revela uma profunda originalidade. Que tira força de sua aderencia ao sentido concreto.


Jovens que festejam a quadriga vencedora no Circo Máximo de Roma (detalhe) Século IV d.C. Piazza Armerina Sicília.

Sem ilusões e sem esmorecimentos, a pintura romana, pelo pouco que dela possuímos, manifesta-se com cunho inconfundível, que não é tanto uma continuação da arte grega em solo romano, quanto uma verdadeira contribuição á arte pictórica de todos os tempos.

Os próximos estudos serão os Primitivos.

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Etrúria


Cena de pesca ( detalhe) . Tarquínia. Túmulo da Caça e da Pesca. Pintura perietal. Cerca de 520- 510 a.C.

 Etrúria

A pintura etrusca nos é conhecida quase exclusivamente através das tumbas. Construído como uma casa subterranea ás vezes com numeros compartimentos, o túmulo tinha amiúde as paredes revestidas de pinturas.

Das tumbas provém, além disso, numerosos vasos gregos entre os mais belos que conhecemos importados das costas helenizadas da Ásia menor e da Grécia.


Dançarinos. Tarquínia, Túmulo das Leoas. Pintura parietal. Cerca de 520 a.C.

Hipótese que aliás vemos confirmada pelo romano Plínio em sua celebérrima história natural ( XXXV, 152, 154). O estilo da maior parte das pinturas é com efeito, nitidamente grego.


Rito Fúnebre (detalhe) Tarquínia, Túmulo do Barão. Pintura parietal. Ultimo quartel do século VI a.C.

Grécia.


                                      Grécia

A pintura grega atinge o nível altissímo o mesmo alcançado pela escultura, pois uma estátua sem cor teria aparecido com um corpo exangue, como o fantasma de uma árvore, de um edíficio, como um contra -senso apesar de sua beleza, uma vez que a cor natural do mármore, do bronze ou da argila não poderia substituir a cor da imaginação artística. Apesar de toda a enorme difusão que teve, a pintura grega nos é contudo pouco conhecida em testemunhos originais. Os escritores antigos falam dela cheios de admiração e com aquele destaque, tal como  o romano Plínio, que é típico dos enciclopedistas e dos eruditos de todas as idades. Deles aprendemos que Zeusi, o pintor do fim do século 5 e inicío do século IV a.C., fazia as uvas de modo tão admirável que as aves acorriam a buscá-las.

A Grécia deixou-nos uma documentção poderosa pelo número e amiúde excelente pela qualidade, no ramo particular da pintura, que é a ceramica pintada, no qual em verdade o desenho tende a prevalecer sobre a cor, que constitui a pintura própriamente dita Na história da ceramica grega, dotada de um número encalculável de mestres, emergem  alguns nomes, entre os quais Execias, Andócides, Oltos, Cites, Eufronio, que assinaram algumas próprias obras.


Segundo uma convenção entre estudiosos de ceramica grega, tais vasos ou grupos de vasos que se podem ligar com base na evidencia do estilo, a um só mestre, são denominados com um nome fictício, tirado de alguma figura em um dos vasos que se lhe  possam atribuir; por exemplo: O pintor de Níobe, o Pintor de Pentesiléia, ou com um sentido de humorismo, o pintor do rapaz gordo pela figura que está num vaso de um pintor cujo nome nos é desconhecido.

Egito

 

                                                Egito

A deusa Maat. Do Túmulo do rei Seti I em  Tebas, 1312 – 1298 a.C. Florença, Museu Arqueológico.

Heródoto, o historiador grego, escreve que o Egito é uma dádiva do Nilo. Esta verdade assume uma incisividade entre dramática e comovente hoje que o mesmo rio é chamado a derramar suas águas no deserto para livrar da fome os homens. A pintura egípicia acompanha todo o amplo arco da história desse povo. As primeiras expressões pertencem á pré história, a ultima fase ao período greco-romano, como a pintura de Fauim, que por seu caráter, que acolhe os resíduo das experiencias egípicias, gregas e romanas, se acha descrita nos manuais sob as tres diferentes civilizações. Como na pintura grega, também na egípicia são amiúde pintados também os relevos que, em vez de mármore, são quase sempre calcário duro.

Na pintura, além das cerimonias e ações de paz e guerra do Faraós e dos grandes dignatários imperiais, as atividades mais modéstas como dos operários, afora o valor da arte, é um repertório quase inesgotável que nos permite rever a existencia desse povo de vida milenar.

Papiro com defunto em adoração a Osíris – Livro dos Mortos, detalhe. XVIII- XIX, aprox. entre  1350 a 1250 a.C. Paris, Museu do Louvre.

 Os egípicios possuem um senso vivaz da cor que se manifesta o mais das vezes em tintas lisas, definidas, porém não apenas violentas e unívocas como de ordinário se cre, mas também delicadas e tenues.

transporte do carro fúnebre , detalhe com o boi que puxa o féretro.
Fim da XVIII dinastia , cerca da segunda metade do século XIV a. C.

Efetivamente  não é por acaso que as falsificações da pintura egípicia são as mais banais que se possam encontar. Porque não se pode contar com a habilidade de técnica e com o engano para obter um efeito que só pode se concedido por uma cor artísticamente elaborada em tons e esbatidos diversos. Isso é sinal de que a pintura egípicia descobriu verdadeiramente o alento das cores que usou, dosando nelas perfeitamente todos os coeficientes de sensibilidade, de estirpe, de cultura, de ambiente histórico e geográfico etc… que simultaneamente, no lugar e no tempo, atuavam sobre o espírito do pintor, alí se desenvolvendo numa criação sempre nova.

Arte americana.

West
Benjamin West
1738 – 1820
Nova Inglaterra – Itália, Londres.
cenas militares, retratos.

O tratado de Penn com os indios.

Benjamin West é o primeiro pintor da América do Norte a dignificar a profissão de artista, após ter compreendido a necessidade de uma educação européia.
O tratado de Penn com os indíos, de 1772, é, junto com a precedente, outra obra considerada típica de seu estilo. A atmosfera ambiente, entre bosque e campo, é ainda ligada á maneira Poussin, á paisagem felpada de Gainsborough, á arcádia ideal da época, mas o grupo de figuras insere-se nela com disposição variada; a trama pictórica tem algo de mais sumário, não muito distante, no conjunto, do estilo imperante, para não desagradar o gosto oficial mas apresentando a história nova com mão menos meticulosa e culta.

O Tratado de Penn com os índios – 1772
Filadélfia, Pennsylvania Academy of the fine arts.

 

Stuart
Gilbert Charles Stuart
1755 – 1828
Nova Inglaterra – Londres
Retratos

Retrato da Senhora Richard Yates.

Nascido em North Kingston Townsshup, Rhode Island, em 1755, recebeu a primeira orientação artística de Cosmo Alexander, que conduziu consigo em viagens.
O Retrato da Senhora Richard Yates de 1793, o ar distinto  e severo, a graça contida do busto encerrado no correto e quase rígido vestido, são realizadas com verdadeira agudeza. O pincel do artista efetua variações parcimoniosas e velozes, tendendo ao exato e depurado rendimento da atitude e da expressão e, por certo, não á delicadeza do colorido. É um documento do espírito do tempo, ao qual não faltam a serenidade puritana e uma obstinada dignidade.

Homer
Winslow Homer
1836 – 1910
Nova Iorque, Maine.
Cenas militares, marinhas.

Gulf-Stream

Nascido em Boston, em 1836, e preparado para a pintura na escola Nacional de Nova Iorque, Wisnslow Homer imprime á  arte americana um cunho de vigoroso realismo, do qual, junto a Thomas Eakins é considerado típico representante.
Gulf-Stream, a corrente do golfo indica-lhe os caracteres significativos a marinha engolfada em sua agitada e densa borrasca, á agua descrita em uma insistencia  atormentada do pincel, até parecer um desordenado e revoluteante turbilhão de vagas, no qual a barca do negro se agita á deriva: são resultados de uma atitude mais lúcida diante da natureza, que o artista tentava dominar de olhos abertos.

Eakins
thomas Eakins
1884 – 1916
Filadélfia, Paris, Pensilvãnia
Retratos, cenas de genero.

John Biglon remando em uma canoa

Juntamente com Winslow Homer, sendo, todavia, pintor de uma realismo mais cruel e amargo Thomas Eakins legou uma forte marca á visão, sem filtros, da natureza, que, com ele, se torna o filão mais característico da arte americana.
Jhon Biglon remando em uma canoa, são prova de uma tendencia a colher a natureza sem disfarces. A figura campeia em medida fora do normal, recorta-se em uma vizinhança áspera, anti- retórica, a ponto de fazer sentir seu peso e sua presença, grave, fechada em um sentido de passevidade sólida. São óbvias as poses das pessoas, mas estranhamente carregas de uma absorta melancolia.

Marin
Jhon Marin
1870 – 1953
Filadélfia, Nova Iorque, Paris, Maine.
Paisagens

Perto de Spring Valley

O mais significativo pintor da geração americana atuante no começo do século é Jhon Marin, entre os poucos que aderiram por íntima convicção ás exigencias de renovação divulgadas na Europa e logo sentidas e propagadas em Nova Iorque pelos simpatizantes. Marin encaminhava a pintura americana para uma profusa invenção de formas, parecia abrir a via para a abstração, tendo-se, de fato, aproximado dela; mas as obras de forma intelectual rigorosa não o interessam.

Shahn
Ben Shahn
1898 – 1969
Nova Iorque, França, África do Norte.
imagens idealizadas da vida social

ÉPOCA

Na América dos anos 30 em que, junto á grave depressão economica, irrompiam as exigencias do realismo social, tese que envolvia a cultura na responsabilidade consciente dos valores éticos e sociais, nascia, com sua qualidade de observação descidida e humana, a pintura de Ben Shahn.