Mestres Ingleses- de Hogarth a Wihistler

Sir joshua Reynolds  — 1723 — 1792     Londres.
Retratos, iconografias cristã, alegorias mitológicas.

Lady Cockburn e seus filhos  1774     tela 141,5 x 113 cm.
Londres, National gallery.

Históricamente falando Reynolds é o  mais importante pintor do século XVIII. Lady Cockburn e seus filhos, expostos na Royal Academy em 1774, demonstra a que ponto Reynolds conseguiu pôr em prática seu sistema de compromisso. É uma obra engenhosamente estudada. A posição da figura principal inspira-se num dos Profetas de Miguel Ângelo no teto da Capela Sistina. O quadro em seu conjunto, baseia-se na representação tradicional da caridade.

Thomas Lawrence
A Rainha Carlota    1789
Tela, 239 x 147,5 cm
Londres  National Gallery.

O pintor foi considerado o maior retratista da Europa, foi apelidado por Delacroix este Ticiano ingles, que com tanto êxito conseguia imprimir aos retratos fascínio e ilusão, permanece como um dos mais admiráveis pintores da Inglaterra.

Dante Gabriele Rossetti
A adolescência da virgem Maria   1849
tela, 84  x 63 cm. Londres
Tate Gallery.

A cena foi reconstruida cuidadosamente como devia ter acontecida e foi pintada a partir de modelos. Um poema inscrito na moldura explica o elaborado simbolismo que se esconde sob muitos detalhes. O efeito decorrente é de atraente espontaneidade e precisão.


James Abbott  Mc Neil Wihistler
1834  — 1903
Paris, Londres, Veneza.
Retratos, paisagens, gravuras.

Miss Alexander    1873- 1874
tela 189 x 98 cm
Londres  National Gallery

Wistler ocupou lugar isolado entre os artistas ingleses do periodo vitoriano tardio. Nasceu nos Estados Unidos da America, mas viveu sua vida na  França e na Inglaterra. A pintura é muito fluida e delicada, criando assim um efeito sadio e espontâneo que mascara o cuidado meticuloso na execução; conta-se para esta obra ele precisou de mais ou menos 72 sessões de trabalho.


William Hogarth 
1697 – 1764   Londres.
Quadros de gênero, sátiras, retratos, gravuras.

Pouco após o Casamento

Se existe um pintor completamente natural, é sem dúvida Hogarth.
Como não aceitava o caminho habitual, ou seja, o de fazer retratos segundo a moda, decidiu pintar quadros cujo tema feossem cenas de genero relativas á vida cotidiana. Pouco após  o Casamento é um dos quadros da terceira e mais famosa série de pinturas satíricas de Hogarth.

O Díptico Wilton
madeira, 37 x 43 cada painel
Londres, National Gallery

Cujo nome vem de ter sido custodiado em Wilton House por mais de 200 anos, é uma das pinturas inglesas mais famosas e apreciadas. Evidentemente o Díptico conta uma história, mas recebeu inúmeras interpretações. Supõe-se que tenha sido executado por volta de 1394 sob encomenda do rei Ricardo, para simbolizar sua teoria da origem divina do poder real, num momento em que a oposição crescia. Tornou-se difícel o problema da indentificação do autor: o gótico internacional, estilo de arte cortesã na Europa daquela época. Por outro lado, não existe uma obra estilisticamente comparável a essa. Entretanto o esmero da heráldica e a apresentação dos dois santos, como retratos idealizados do  pai e avô de RicardoII levam a crer  que o Díptico Wilton tenha sido feito na Inglaterra.

Mestres Flamengos-Antoon Van Dyck.


Antoon Van Dyck – 1599-1641
Antuérpia, Gênova, Londres.
Retratos, temas religiosos.

Antoon foi precocíssimo: aos dez anos trabalhava com  mestres então conhecidos como Hendrick  van Balen, colaborador de Rubens, e desde então algumas obras suas demosntrou ter assimilado com feliz espontaneidade.
Com 16 anos, Van Dyck dirigia sua própria oficina com alunos e colaboradores.
Sua pintura é brilhante, nervosa, fluente, rica de contrastes, de ímpetos e delicadezas.
O tema de A Coroação de espinhos do Prado já fora tratado uma vez, pouco antes, por Van Dyck, em uma tela, ora no Museu de Berlim, da qual a do Prado é variante autógrafa. Ambas de cerca de 1615, são trabalhos de um jovem de 16 anos. O quadro foi apreciado por Rubens e permaneceu em sua propriedade, sendo adquirido, quando de sua morte, por Filipe IV de Espanha.

tela: 223 x 196cm. Madri, Prado.

 Os três filhos de Carlos I Stuart-

Nos anos próximos a 1618, Antoon era, depois de Rubens, o mestre mais procurado e celebrado de Flandres; já se dedicava incessantemente ao retrato, criando gradualmente uma galeria ideal de tipos, antecipando formulas que o fariam célebre na primeira permanência em Gênova.
Como todo retrato áulico de Antoon, este também obedece à suprema exaltação de um cerimonial de classe; Van Dyck poucas vezes reuniu tantas  preciosidades em sedas, veludos, rendas e lãs, de modo que aquele pequeno espaço, suntuosamente ambientado- e contudo sobriamente, sem fazer cenário, uma evocação de três aparições infantis encantadas, entre vibrações, num próximo cair da tarde.
tela: 150 x 154cm.Turim, Galeria da Casa de Sabóia

Maria Ruthwen, mulher do pintor-
Na Inglaterra, corte e aristrocracia disputavam Van Dyck e o cobriam de incumbências para as quais suas forças, fisicamente já em declínio, não obstante ser ele ainda jovem.
O retrato de Maria Ruthwen, mulher do pintor, é típica obra tardia, a apresentação da personagem exibe, quer a conexão dos retratos da juventude com esquemas que,evocavam persistentes e familiares tradições flamengas; quer as estruturações sustentadas por aparatos cenográficos, visando á exaltação até então humanística dos retratos do período genovês.
Aquela maior proximidade á pessoa, que , apesar de tudo, caracteriza muitos retratos do período inglês, é aqui atingida na dama que emerge sozinha, sem qualquer acessório ambiental.

Meus amigos, resolvi  ser ousada, por ter muito material sobre artes, muitos deles já estão ficando envelhecidos, nesse espaço de obras de arte, vou contribuir com um pouco mais de informações repassando o que tenho, escrito por pessoas totalmente ligadas as artes, dentre eles  os tradutores Lauro Tinoco Filho, Joana Angélica Dàvila Melo, Edina Campos Pacheco Fernandes e Zilda Maria C. De Vasconcellos e Vanda Cianci Baptista todos eles colaboradores para a edição da Galeria Delta.
São essas riquezas que pretendo passar, não tão rígida nos detalhes, mas dando uma idéia do artista, da sua obra, e contribuindo com um pouco mais de informção.

Tela: 104 x 81 cm. Madri, Prado.